Qui, 21 de Junho de 2018
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Evangelho

O Mestre da Vida - Augusto Cury



Atualizado: 21/06/18

VOLUME 3
O Mestre da Vida – Augusto Cury
199 – Cap. 1 - As causas sociais do julgamento 

Passos apressados, rostos contraídos, uma preocupação intensa permeava uma escolta de soldados que caminhavam na noite densa. Tinham ordens expressas para prender um homem. Ele não usava armas nem pressionava as pessoas para que o seguissem, mas agitava toda uma nação, abalava as convicções dos seus líderes, destruía os preconceitos sociais, propunha princípios de vida e discursava sobre as relações humanas de um modo nunca visto.

Jerusalém era uma das maiores e mais importantes cidades do mundo antigo. Era berço de uma cultura milenar. Seus habitantes viviam das glórias do passado. Agora, estavam sob o jugo do Império Romano, e nada os animava. Entretanto, apareceu ali alguém que mudou a rotina da cidade. Só se falava a respeito de um homem que realizava feitos inimagináveis e possuía uma eloquência espantosa. Um homem que se esforçava em vão para não ser assediado, pois quando abria a boca incendiava os corações. As pessoas se acotovelavam para ouvi-lo.

O carpinteiro de Nazaré entalhava madeira com as mãos; com palavras, a emoção humana. Como pôde alguém de mãos tão ásperas ser tão hábil em penetrar nos segredos da nossa alma?

Sua doçura e sua afabilidade não sensibilizaram os líderes da sua sociedade, que tentaram várias vezes em vão assassiná-lo por apedrejamento. Procuraram fazê-lo cair em contradição, tropeçar nas próprias palavras, mas sua inteligência deixava-os atônitos.

Sua fama aumentava a cada dia. Milhares de pessoas aprendiam a cartilha do amor. Ficava cada vez mais difícil prendê-lo. Entretanto, um fato novo deu alento aos seus inimigos: um de seus seguidores resolveu traí-lo.

O amanhã é um dia incerto para todos os mortais. Jesus, para espanto dos seus discípulos, afirmava que sabia tudo o que lhe aconteceria. Que homem é esse capaz de penetrar no túnel do tempo e se antecipar aos fatos? Ele sabia que ia ser traído. Então resolveu facilitar sua prisão, pois tinha forte convicção de que havia chegado o momento de passar pelo mais dramático caos que um ser humano pode enfrentar. Todos fogem do cárcere; no entanto, ele o procurou.

Afastando-se da multidão, o mestre de Nazaré foi com seus discípulos para um jardim nas cercanias de Jerusalém. Era uma noite fria e densa. Nesse jardim, como relata O Mestre da Sensibilidade, ele voltou o rosto para os pés e, gemendo de dor, orou profundamente. Preparou-se para suportar o insuportável. Sabia que ia ser mutilado por seus inimigos e aguardou a escolta de soldados.

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