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Mediunidade

Diversidade dos Carismas

Diversidade dos Carismas
Autor: Hermínio C. Miranda


Atualizado: 19/04//2018

VOLUME II
189- CAPÍTULO XIII - MEDIUNIDADE
14. INCORPORAÇÃO? – PARTE 1
 
A ligação do espírito manifestante com o médium se dá por uma espécie de acoplamento dos respectivos perispíritos na faixa da aura, onde em parte, se interpenetram. Daí a impropriedade do termo incorporação. O espírito desencarnado não entra, com o seu perispírito, no corpo médium após desalojar o deste. Não é preciso isso e nem possível. Kardec, adverte que o manifestante não se substitui ao espírito do médium. O que ocorre, portanto, é a ligação entre ambos pelos terminais do perispírito de cada um, como o plug de eletricidade se liga numa tomada. É pelo acoplamento que o médium cede espaço para que o manifestante tenha acesso aos seus comandos mentais (cerebrais) e, dessa forma, possa movimentar-lhe os instrumentos necessários à fala, ao gesto, à expressão de suas emoções e ideias. 
Observemos como Hernani Guimarães Andrade entende esse acoplamento: "o mecanismo da 'incorporação mediúnica' é fácil de compreender. Ela pode principiar pela aproximação da entidade que deseja comunicar-se. Esta poderá, eventualmente, influenciar o 'médium', facilitando-lhe o 'transe', O médium passa então a sofrer um desdobramento astral (OBE) e sua cúpula, juntamente com o corpo astral, deslocam-se parcial ou totalmente, de maneira a permitir que a cúpula e o corpo astral do espírito comunicante ocupem parcial ou totalmente o campo livre deixado pelo 'corpo astral' do médium. A incorporação é tanto mais perfeita quanto maior espaço é cedido pelo astral do médium ao afastar-se do seu corpo físico, deixando lugar para a cúpula com o corpo astral do comunicador. Este - o espírito comunicante - deverá também sofrer um processo semelhante ao desdobramento astral para permitir que sua cúpula e corpo astral possam justapor-se ao espaço livre deixado pelo médium". (Andrade. Hernani Guimarães. 1984). 
Encontramos, mais adiante, outra informação de nosso particular interesse: 
(...) a superposição do corpo astral do espírito ao restante equipamento mediúnico implica na justaposição do cérebro astral da entidade comunicadora ao cérebro fisiológico do médium. Embora grande parte da consciência do médium tenha se deslocado juntamente com sua contraparte astral, ele ainda mantém o controle da situação, graças à sua ligação com o corpo físico através do 'cordão prateado'. Por isso, o médium nunca está inteiramente inconsciente durante o processo da incorporação deste tipo. As ideias que lhe afluem ao cérebro por indução do cérebro da entidade podem, no momento, parecer-lhe ideias próprias. Mas, passado o transe, quase sempre ele se esquece exatamente do que acudiu à mente na ocasião. (Idem) 
Isto a que Andrade caracteriza como maior ou menor ocupação de espaço pelo espírito comunicante no médium é que parece graduar o tipo de manifestação. Como observa o cientista, em outro ponto de seu livro, a comunicação fica, às vezes, na faixa fenomênica da telepatia, que ele assim descreve: 
O médium, em transe, exterioriza-se ligeiramente, mas sem ocorrer a OBE (experiência forado-corpo). Dá -se, apenas, uma pequena disjunção da cúpula, o suficiente para facilitar o acesso à camada áurica interna. Esta operação facilita o contato entre a camada áurica do espírito e a do médium. A transmissão é então efetuada como já explicamos: o médium usa seus próprios meios de expressão, inclusive seu linguajar comum: mas isto não impede que as ideias transmitidas sejam as do espírito. (Idem) 
Continuamos, pois, dentro do inabalável ensinamento dos espíritos, segundo o qual, a linguagem deles é o pensamento. 
 

Livro dos Médiuns