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Mediunidade

Diversidade dos Carismas

Diversidade dos Carismas
Autor: Hermínio C. Miranda


Atualizado: 11/10/2018

213- CAPÍTULO XVI
SEMIOLOGIA DA COMUNICAÇÃO
2. O CASO DO SR. DRAKE

A propósito da dificuldade de interpretação, Boddington tem a relatar um episódio ilustrativo e até um tanto divertido. Em visita a vários médiuns confiáveis, certo cavalheiro obteve comunicações convincentes de seu 'falecido' pai. Irritava-se, porém, com os verdadeiros 'palpites' que os médiuns lhe davam acerca da profissão ou dos gostos pessoais de seu pai.

Insistiam em dizer que o pai fora um fazendeiro, ou criara patos, ou adorava patos.
Isso durou algum tempo. Certa vez, um vidente lhe perguntou se seu pai costumava vender patos, - Certamente que não, respondeu o nosso amigo, já um tanto irritado. - Por que, então, ele insiste em me mostrar o pato? É um pato macho. Como você chama a um pato macho?

Seu pai está rindo e disse que você tinha de saber do que se trata.
Foi, então, que se esclareceu o mistério de tanto pato nas vidências: os palmípedes machos chamam -se, em inglês, drake, e o espírito somente queria dizer que o nome dele era esse, ou seja, que ele era o velho Sr. Drake!

O incidente nos suscita interessantes especulações. Observamos que o médium percebe o espírito a rir e a 'dizer' que o filho encarnado, ali presente, devia saber muito bem o que aquilo significava. Por que razão, então, não dizia logo o seu nome? Assim: - Diga-lhe que sou o Sr. Drake, seu pai.

É simples a explicação: o fenômeno era de psicovidência.
O espírito não estava 'falando' ou escrevendo, pelo médium, e sim, mostrando-se a ele pela vidência diencefálica. Ora, se a única linguagem do desencarnado é o pensamento, ele só poderia transmitir a palavra drake, 'mostrando' um animal com esse nome, ou seja, projetando, com a força do seu pensamento, uma ave conhecida pelo nome que ele queria transmitir, mas não tinha como dizer ou escrever, pelo menos com aquele médium.

Lembram-se de que os espíritos usam a faculdade mais flexível que o médium lhes oferece?
Episódios como esses são prontamente agarrados pelos negadores profissionais para invalidar o fenômeno mediúnico. É fácil criticar, mas é também arriscado para quem não tem a mínima ideia do que realmente se passa na dinâmica do processo de comunicação.

A verdade é que os espíritos, como vimos há pouco, não se utilizam de palavras, mas do pensamento puro. Sem poder articular a palavra Drake, para identificar-se através da vidência, serve-se de uma imagem, exibindo-se com um drake (pato) para expressar o que deseja, ou seja, sua identificação como Sr. Drake.

É fácil mostrar-se à psicovidência rindo, ou transmitir ao médium via telepática, a ideia de que ele, o espírito manifestante, é o pai do Drake mais jovem, mas como dizer que ele é Sr. Drake, se não dispõe de linguagem específica para falar e se não encontra no médium os recursos necessários para expressar-se de outra maneira?
Ainda bem que existe na língua inglesa, um termo que servia como sobrenome do espírito para designar um palmípede.

Mesmo assim, foi difícil fazer chegar entendimento do médium e do filho que o pato figurava na história não para indicar preferências ou a ocupação do espírito em vida, mas o sobrenome.
Imagino a dificuldade que teria eu, se tivesse de transmitir a alguém esse sistema, o meu nome, para o qual não vejo pato ou ganso que sirva...
 

Livro dos Médiuns