Qui, 22 de Fevereiro de 2018
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Mediunidade

Diversidade dos Carismas

Diversidade dos Carismas
Autor: Hermínio C. Miranda


Atualizado: 22/02//2018

VOLUME II
181- CAPÍTULO XIII - MEDIUNIDADE
9. LIBERDADE CONTROLADA – PARTE 1
 
A questão é delicada e, por isso, tão complexo o fenômeno da mediunidade, de vez que, simultaneamente com o propósito de deixar fluir em toda a sua pureza a mensagem mediúnica (vocal, escrita, visual ou auditiva), o médium precisa precaver-se para que o espírito manifestante também se mantenha dentro de um comportamento razoável, sustentando-se entre ambos uma atitude de mútuo respeito e colaboração. É, por certo, nesse sentido que Paulo recomendou, nas suas instruções aos coríntios sobre a mediunidade, que "o espírito do profeta (médium) está sujeito ao profeta". Ou seja, não deve o médium permitir que o manifestante faça e diga o que bem entenda, da mesma forma que deve abrir-lhe espaço para que diga ao que veio e expresse, responsavelmente e com autenticidade, o seu pensamento. 
Como, porém, obter esse equilíbrio ideal entre permitir a livre manifestação do espírito comunicante e, ao mesmo tempo, não permitir que ele abuse da sua liberdade de expressão? Boddington tem a respeito uma importante observação na obra Secrets of Mediumship: 
Recém-chegados ao mundo espiritual, a visão deles (espíritos) nem sempre está suficientemente preparada para discernir o corpo humano, mas são capazes de distinguir a luz da aura e aproximar-se dela. Percebem, a seguir, que quando se envolvem na aura do médium, seus pensamentos fluem ao longo dos seus respectivos canais e acabam expressando-se na palavra falada ou no gesto, através do médium. Mais tarde compreendem que o mecanismo do corpo do sensitivo também passa ao seu controle. Assim começa o conhecimento deles acerca da mediunidade. Os médiuns devem, portanto, guardar-se contra todo e qualquer distúrbio emocional que os afete na vida diária, com maior vigor do que empregaria o mais positivo e frio racionalista que normalmente sopesa todas as situações com uma equilibrada capacidade de avaliação. (Boddington, Harn, 1949). 
Em Grilhões Partidos, capítulo 19, obra psicografada por Divaldo Franco, de autoria espiritual de Manoel Philomeno de Miranda, vem um exemplo desse contato inicial de um espírito com a mediunidade quando o autor descreve com realismo uma dramática cena de possessão, na qual o espírito se aproxima da jovem encarnada e nota que ela sente a sua presença. 
Em outras palavras, cabe ao médium viver o dia-a-dia em estado de permanente vigilância, fugindo de situações equívocas provocadas pelo que Boddington chama de "distúrbio emocional". Tem de ser tão disciplinado nesse ponto e tão positivo, ou mais, do que as pessoas que natureza procuram resolver tudo com equilíbrio e de cabeça fria. Uma vez que essa atitude de serena observação e avaliação no trato com o mundo que o cerca seja desenvolvida e consolidada no médium em estado normal de vigília, fixa-se nele uma segunda natureza de equilíbrio que não vai permitir espaços para que o espírito manifestante possa fazer dele quanto lhe venha à cabeça.  
 

Livro dos Médiuns