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Mediunidade

Diversidade dos Carismas

Diversidade dos Carismas
Autor: Hermínio C. Miranda


Atualizado: 19/10/2017


VOLUME II
169- CAPÍTULO XIII - MEDIUNIDADE
2. O MÉDIUM – PARTE 2

 
Podemos acrescentar um quinto elemento na análise da definição kardequiana - a de que o médium é uma pessoa que serve e, portanto, é um servidor. Cabe-lhe fazê-la com dignidade, fidelidade e honestidade, nada acrescentando, ou subtraindo às impressões que, plantado na realidade I, ele colhe na realidade II, de espíritos desencarnados. 
Discorrendo sobre fenômenos de efeito físico - especialmente dos que hoje seriam classificados de poltergeist - Kardec adverte, em O livro dos médiuns, (Cap. V, 91) ser necessário "não atribuir origem oculta a tudo que não (se) compreenda". Acrescenta, logo adiante, que "seria verdadeira superstição ver por toda parte espíritos ocupados em derrubar móveis quebrar louças, provocar, enfim, as mil e uma perturbações que ocorre nos lares, quando mais racional é atribuí-las ao desazo". (Desazo - desmazelo, desleixo, descuido). 
Tais fenômenos ocorrem com relativa frequência, como se demonstra hoje em extensa e bem-documentada literatura científica. O leitor interessado nesse aspecto particular deve recorrer à publicação O poltergeist de Suzano, de Hernani Guimarães Andrade ou, do mesmo autor poltergeist de Guarulhos. 
Quando autênticos - e não devidos ao desazo -, surge uma que que Kardec não hesitou em colocar para os instrutores da Codificação, já que fenômenos mediúnicos precisam de médiuns para ocorrer, médiuns produzem fenômenos físicos aparentemente 'espontâneo'? informa-nos Kardec: 
Os espíritos nos disseram que, em tal caso, há sempre alguém cujo poder se exerce à sua revelia. 
Quer dizer, há alguém por perto que fornece a energia, ainda que inconscientemente. Isso tem sido demonstrado inúmeras vezes, pois os fenômenos cessam quando se afasta a pessoa que, sem o saber, funciona como médium. Há casos em que os fenômenos 'acompanham' a pessoa por onde ela for, ou seja, continuam ocorrendo na sua presença, onde quer que ela esteja. 
Tive uma pessoa dessas na família. Uma ocasião em que passou uns dias conosco, ouvíamos barulhos inexplicáveis, como se alguém estivesse atirando pedras de pequeno tamanho sobre o telhado e dentro de casa. As pedrinhas caíam sobre os tacos do piso com o ruído característico. Uma delas, pelo menos, eu peguei no pequeno corredor interno. Os fenômenos ocorriam tal como Kardec observa, ou seja, à revelia da pessoa que parecia suprir as energias necessárias à ocorrência deles. Concluiu Kardec: 
Essas pessoas ignoram possuir faculdades mediúnicas, razão por que lhes chamamos médiuns naturais. São, com relação aos outros médiuns, o que os sonâmbulos naturais são relativamente aos sonâmbulos magnéticos e tão dignos, como aqueles, de observação. (Idem). 
Há, portanto, uma categoria de mediunidade espontânea, natural, já em fase operacional e outra que precisa ser cultivada, desenvolvida e treinada a fim de que manifeste todo o seu potencial.  
 

Livro dos Médiuns