Qui, 30 de Novembro de 2017
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Mediunidade

Diversidade dos Carismas

Diversidade dos Carismas
Autor: Hermínio C. Miranda


Atualizado: 30/11//2017

VOLUME II
175- CAPÍTULO XIII - MEDIUNIDADE
5. FENÔMENO MEDIÚNICO PURO?

 
E isto nos leva a uma recíproca não menos autêntica. Será que todo fenômeno mediúnico é puro ou, para usar o impacto preciso dos números, cem por cento mediúnico, sem participação anímica? 
Estou consciente de que minha resposta poderá surpreender ou até mesmo desagradar a muita gente, mas não vejo como deixar de dizer não. Como ficou dito alhures, no meu entender, não há fenômeno mediúnico puro, pois haverá neles, sempre, um inevitável componente anímico. A razão é simples, direta, objetiva e irrecusável: a comunicação mediúnica só se torna possível quando o espírito se utiliza de um companheiro encarnado, ou seja, de uma alma (anima = espírito encarnado, como a conceituaram os espíritos). É o que está dito, sem rodeios nem meias palavras, na resposta à questão número 134 de O livro dos espíritos: 
- Que é alma? - perguntou Kardec. 
- Um espírito encarnado - responderam os espíritos. 
De que maneira iria um ser desencarnado (espírito) - que em nosso esquema estamos chamando de habitante da realidade II - comunicar-se com seus companheiros encarnados (almas), sem utilizar-se das faculdades anímicas destes? Se lhes fosse possível prescindir do componente anímico, eles não precisariam de médiuns! 
Voltemos à nossa imagem colorida. Se o pensamento do espírito desencarnado comunicante fosse azul e o do médium fosse amarelo, a mensagem não poderia fugir a uma tonalidade esverdeada. O ideal, por certo, é o de que a tonalidade seja a mais suave possível a fim de que predomine o tom azul no verde resultante, esforçando-se o médium para que o seu amarelo seja o mais pálido possível, evitando influenciar o azul espiritual que está sendo pingado no seu frasco anímico amarelo. O bom médium é aquele que reduz ao mínimo possível a interferência da sua personalidade, das suas paixões e das suas imperfeições para não 'sujar' a mesclagem, mas mesmo nas comunicações filtradas através das mais límpidas mediunidades. Vamos encontrar um levíssimo tom de verde no azul predominante. Para nos certificarmos disto basta comparar mensagens dos mesmos espíritos recebidos por médiuns diferentes. Ainda que interessados na forma e na maneira correta de expressar o pensamento, os espíritos ficam mais atentos ao conteúdo da mensagem do que, propriamente, à sua expressão gramatical. Isso não quer dizer que não recomendem o estudo, o cultivo da mente do médium; pelo contrário, é o que pedem com insistência. No entanto, um espírito como o Dr. Bezerra de Menezes, por exemplo, tanto pode perfeitamente transmitir seu pensamento, em toda a sua pureza, pelo médium modestíssimo de um grupo roceiro, como através dos intermediários mais sofisticados e cultos dos grandes centros, desde que as condições de dedicação, boa vontade e fidelidade sejam atendidas.
 

Livro dos Médiuns